4ª-feira da 6ª Semana da Páscoa

1ª Leitura – At 17,15.22 – 18,1

Esse Deus que vós adorais sem conhecer,
é exatamente aquele que eu vos anuncio.
Leitura dos Atos dos Apóstolos 17,15.22 – 18,1
Naqueles dias:
15Os que conduziram Paulo, levaram-no até Atenas.
De lá, voltando, transmitiram a Silas e Timóteo
a ordem de que fossem ter com ele o mais cedo possível.
E partiram.
22De pé, no meio do Areópago, Paulo disse:
‘Homens atenienses, em tudo eu vejo
que vós sois extremamente religiosos.
23Com efeito, passando e observando
os vossos lugares de culto,
encontrei também um altar com esta inscrição:
‘Ao Deus desconhecido’.
Pois bem, esse Deus que vós adorais sem conhecer,
é exatamente aquele que eu vos anuncio.
24O Deus que fez o mundo e tudo o que nele existe,
sendo Senhor do céu e da terra,
ele não habita em santuários feitos por mãos humanas.
25Também não é servido por mãos humanas,
como se precisasse de alguma coisa;
pois é ele que dá a todos vida,
respiração e tudo o mais.
26De um só homem ele fez toda a raça humana
para habitar sobre toda a face da terra,
tendo fixado os tempos previamente estabelecidos
e os limites de sua habitação.
27Assim fez, para que buscassem a Deus
e para ver se o descobririam,
ainda que às apalpadelas.
Ele não está longe de cada um de nós,
28pois nele vivemos, nos movemos e existimos,
como disseram alguns dentre vossos poetas:
‘Somos da raça do próprio Deus’.
29Sendo, portanto, da raça de Deus,
não devemos pensar que a divindade
seja semelhante a ouro, prata ou pedra,
trabalhados pela arte e imaginação do homem.
30Mas Deus, sem levar em conta os tempos da ignorância,
agora anuncia aos homens
que todos e em todo lugar se arrependam,
31pois ele estabeleceu um dia
em que irá julgar o mundo com justiça,
por meio do homem que designou,
diante de todos, oferecendo uma garantia,
ao ressuscitá-lo dos mortos.’
32Quando ouviram falar da ressurreição dos mortos,
alguns caçoavam, e outros diziam:
‘Nós te ouviremos falar disso em outra ocasião.’
33Assim Paulo saiu do meio deles.
34Alguns, porém, uniram-se a ele e abraçaram a fé.
Entre eles estava também Dionísio, o areopagita,
uma mulher chamada Dâmaris e outros com eles.
18,1Paulo deixou Atenas e foi para Corinto.
Palavra do Senhor.

Salmo – Sl 148, 1-2. 11-12ab. 12c-14a. 14bcd

R. Da vossa glória estão cheios o céu e a terra.
Ou: Aleluia, Aleluia, Aleluia

1Louvai o Senhor Deus nos altos céus, *
+ louvai-o no excelso firmamento!
2Louvai-o, anjos seus, todos louvai-o, *
louvai-o, legiões celestiais!R.

11Reis da terra, povos todos, bendizei-o, *
e vós, príncipes e todos os juízes;
12ae vós, jovens, e vós, moças e rapazes, *
12banciãos e criancinhas, bendizei-o!R.

12cLouvem o nome do Senhor, louvem-no todos, *
porque somente o seu nome é excelso!
A majestade e esplendor de sua glória *
14aultrapassam em grandeza o céu e a terra.R.

14bEle exaltou seu povo eleito em poderio *
14cele é o motivo de louvor para os seus santos.
14dÉ um hino para os filhos de Israel, *
este povo que ele ama e lhe pertence.R.

Evangelho – Jo 16,12-15

Tudo o que o Pai possui é meu. O Espírito Santo
receberá do que é meu e vo-lo anunciará.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João 16,12-15

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos:
12Tenho ainda muitas coisas a dizer-vos,
mas não sois capazes de as compreender agora.
13Quando, porém, vier o Espírito da Verdade,
ele vos conduzirá à plena verdade.
Pois ele não falará por si mesmo,
mas dirá tudo o que tiver ouvido;
e até as coisas futuras vos anunciará.
14Ele me glorificará,
porque receberá do que é meu
e vo-lo anunciará.
15Tudo o que o Pai possui é meu.
Por isso, disse que

o que ele receberá e vos anunciará, é meu.
Palavra da Salvação.

Reflexão – Jo 16, 12-15

O Espírito Santo nos é enviado não apenas como o Consolador. Ele é também o Espírito da Verdade, que nos ensinará toda a verdade. A promessa da presença do Espírito Santo no meio de nós é a garantia da fidelidade da Igreja na busca da compreensão das verdades reveladas nas Sagradas Escrituras. É o Espírito Santo quem abre o coração e a mente de todos os fiéis para que possam compreender melhor as coisas do alto e assim possibilita a todos a melhor vivência da vontade do Pai. É pela ação do Espírito Santo que podemos reconhecer Jesus e glorificar o seu santo Nome.
São Floriano, padroeiro dos bombeiros
sao-floriano

Muitos optavam por salvar a própria pele, mas Floriano optou pelo amor a Jesus Cristo

Pertenceu a um grupo de militares que serviam ao império romano. O imperador era Diocleciano que, influenciado por um genro, passou a ter um grande preconceito e ódio ao Cristianismo, a ponto de estabelecer um edito onde dizia que a Palavra de Deus escrita devia ser queimada e os cristãos, quando identificados, precisavam oferecer sacrifícios aos ‘deuses’ em sinal de adoração.

Muitos optavam por testemunhar Jesus até o último instante a renunciar sua fé no Cristo. Outros para salvar a própria pele, abandonavam a Igreja, Jesus e a comunidade. A opção de Floriano foi pelo amor a Cristo.

A ordem do Imperador chegou até ele e em nome de 40 soldados cristãos, ele manifestou-se, denunciando toda aquela ignorância e injustiça. Aquilino, que devia defendê-los pois comandava o pelotão, ao contrário, entregou todos aqueles militares. E aqueles soldados tiveram que optar pelo imperador ou por Cristo. Para servir a Cristo, é preciso testemunhá-lo. E a perseguição não demora a vir.

Floriano teve uma corda amarrada ao seu pescoço e foi lançado ao rio e morreu afogado. E todos os outros soldados também foram martirizados.

São Floriano, rogai por nós!

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6ª-feira da 5ª Semana da Páscoa

1ª Leitura – At 15,22-31

Decidimos, o Espírito Santo e nós, não vos impor
nenhum fardo, além das coisas indispensáveis.
Leitura dos Atos dos Apóstolos 15,22-31
Naqueles dias:
22Pareceu bem aos apóstolos e aos anciãos,
de acordo com toda a comunidade de Jerusalém,
escolher alguns da comunidade
para mandá-los a Antioquia, com Paulo e Barnabé.
Escolheram Judas, chamado Bársabas, e Silas,
que eram muito respeitados pelos irmãos.
23Através deles enviaram a seguinte carta:
‘Nós, os apóstolos e os anciãos, vossos irmãos,
saudamos os irmãos vindos do paganismo
e que estão em Antioquia
e nas regiões da Síria e da Cilícia.
24Ficamos sabendo que alguns dos nossos
causaram perturbações com palavras
que transtornaram vosso espírito.
Eles não foram enviados por nós.
25Então decidimos, de comum acordo,
escolher alguns representantes
e mandá-los até vós,
junto com nossos queridos irmãos Barnabé e Paulo,
26homens que arriscaram suas vidas
pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo.
27Por isso, estamos enviando Judas e Silas,
que pessoalmente vos transmitirão a mesma mensagem.
28Porque decidimos, o Espírito Santo e nós,
não vos impor nenhum fardo,
além destas coisas indispensáveis:
29abster-se de carnes sacrificadas aos ídolos,
do sangue, das carnes de animais sufocados
e das uniões ilegítimas.
Vós fareis bem se evitardes essas coisas.
Saudações!’
30Depois da despedida,
Judas e Silas foram para Antioquia,
reuniram a assembléia e entregaram a carta.
31A sua leitura causou alegria,
por causa do estímulo que trazia.
Palavra do Senhor.

Salmo – Sl 56, 8-9. 10-12 (R. 10a)

R. Vou louvar-vos, Senhor, entre os povos.

Ou: Aleluia, Aleluia, Aleluia

8Meu coração está pronto, meu Deus, *
está pronto o meu coração!
9Vou cantar e tocar para vós: *
desperta, minh’alma, desperta!
Despertem a harpa e a lira, *
eu irei acordar a aurora!R.

10Vou louvar-vos, Senhor, entre os povos, *
dar-vos graças, por entre as nações!
11Vosso amor é mais alto que os céus, *
mais que as nuvens a vossa verdade!
12Elevai-vos, ó Deus sobre os céus, *
vossa glória refulja na terra!R.

Evangelho – Jo 15,12-17

Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São João 15,12-17

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos:
12Este é o meu mandamento:
amai-vos uns aos outros,
assim como eu vos amei.
13Ninguém tem amor maior
do que aquele que dá sua vida pelos amigos.
14Vós sois meus amigos,
se fizerdes o que eu vos mando.
15Já não vos chamo servos,
pois o servo não sabe o que faz o seu senhor.
Eu chamo-vos amigos,
porque vos dei a conhecer
tudo o que ouvi de meu Pai.
16Não fostes vós que me escolhestes,
mas fui eu que vos escolhi
e vos designei para irdes e para que produzais fruto
e o vosso fruto permaneça.
O que, então, pedirdes ao Pai em meu nome,
ele vo-lo concederá.
17Isto é o que vos ordeno: amai-vos uns aos outros.
Palavra da Salvação.

Reflexão – Jo 15, 12-17

Jesus não quer que nós sejamos seus servos, mas seus amigos. O servo trabalha em função do seu salário e não tem nenhum compromisso com o seu senhor além do vínculo do trabalho. O amigo é comprometido com o outro, acredita nos seus valores e luta com ele na conquista de um ideal comum. Assim, quando Jesus nos chama de amigos, ele quer dizer que está compromissado conosco na construção do ideal do Reino de Deus e quer que todos nós também sejamos seus amigos, comprometidos com ele na construção da civilização do amor.

Santa Catarina de Sena, servia a Cristo e sua Igreja

santa-catarina-de-senaDotada de dons místicos, recebeu espiritualmente e realmente as chagas do Cristo

Neste dia, celebramos a vida de uma das mulheres que marcaram profundamente a história da Igreja: Santa Catarina de Sena. Reconhecida como Doutora da Igreja, era de uma enorme e pobre família de Sena, na Itália, onde nasceu em 1347.

Voltada à oração, ao silêncio e à penitência, não se consagrou em uma congregação, mas continuou, no seu cotidiano dos serviços domésticos, a servir a Cristo e Sua Igreja, já que tudo o que fazia, oferecia pela salvação das almas. Através de cartas às autoridades, embora analfabeta e de frágil constituição física, conseguia mover homens para a reconciliação e paz como um gigante.

Dotada de dons místicos, recebeu espiritualmente e realmente as chagas do Cristo; além de manter uma profunda comunhão com Deus Pai, por meio da qual teve origem sua obra: “O Diálogo”. Comungando também com a situação dos seus, ajudou-o em muito, socorrendo o povo italiano, que sofria com uma peste mortífera e com igual amor socorreu a Igreja que, com dois Papas, sofria cisão, até que Catarina, santamente, movimentou os céus e a terra, conseguindo banir toda confusão. Morreu no ano de 1380, repetindo: “Se morrer, sabeis que morro de paixão pela Igreja”.

Santa Catarina de Sena, rogai por nós!

 

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5ª-feira da 4ª Semana da Páscoa

1ª Leitura – At 13,13-25

Da descendência de Davi Deus fez surgir
para Israel um Salvador, que é Jesus.
Leitura dos Atos dos Apóstolos 13,13-25
13Paulo e seus companheiros embarcaram em Pafos
e chegaram a Perge da Panfília.
João deixou-os e voltou para Jerusalém.
14Eles, porém, partindo de Perge,
chegaram a Antioquia da Pisidia.
E, entrando na sinagoga em dia de sábado, sentaram-se.
15Depois da leitura da Lei e dos Profetas,
os chefes da sinagoga mandaram dizer-lhes:
‘Irmãos, se vós tendes alguma palavra
para encorajar o povo, podeis falar.’
16Paulo levantou-se,
fez um sinal com a mão e disse:
‘Israelitas e vós que temeis a Deus, escutai!
17O Deus deste povo de Israel
escolheu os nossos antepassados
e fez deles um grande povo
quando moravam como estrangeiros no Egito;
e de lá os tirou com braço poderoso.
18E, durante mais ou menos quarenta anos,
cercou-os de cuidados no deserto.
19Destruiu sete nações na terra de Canaã
e passou para eles a posse do seu território,
20por quatrocentos e cinqüenta anos aproximadamente.
Depois disso, concedeu-lhes juízes, até ao profeta Samuel.
21Em seguida, eles pediram um rei
e Deus concedeu-lhes Saul, filho de Cis,
da tribo de Benjamim,
que reinou durante quarenta anos.
22Em seguida, Deus fez surgir Davi como rei
e assim testemunhou a seu respeito:
‘Encontrei Davi, filho de Jessé,
homem segundo o meu coração,
que vai fazer em tudo a minha vontade.’
23Conforme prometera, da descendência de Davi
Deus fez surgir para Israel um Salvador,
que é Jesus.
24Antes que ele chegasse,
João pregou um batismo de conversão
para todo o povo de Israel.
25Estando para terminar sua missão,
João declarou: ‘Eu não sou aquele que pensais que eu seja!
Mas vede: depois de mim vem aquele,
do qual nem mereço desamarrar as sandálias’.
Palavra do Senhor.

Salmo – Sl 88, 2-3. 21-22. 25.27 (R. Cf. 2a)

R. Ó Senhor, eu cantarei eternamente o vosso amor.
Ou: Aleluia, Aleluia, Aleluia
 
2Ó Senhor, eu cantarei eternamente o vosso amor, *
de geração em geração eu cantarei vossa verdade!
3Porque dissestes: ‘O amor é garantido para sempre!’ *
E a vossa lealdade é tóo firme como os céus.R.

21Encontrei e escolhi a Davi, meu servidor, *
e o ungi, para ser rei, com meu óleo consagrado.
22Estará sempre com ele minha móo onipotente, *
e meu braço poderoso há de ser a sua força. R.

23Não será surpreendido pela força do inimigo, *
nem o filho da maldade poderá prejudicá-lo.
24Diante dele esmagarei seus inimigos e agressores, *
ferirei e abaterei todos aqueles que o odeiam.R.

25Minha verdade e meu amor estaróo sempre com ele, *
sua força e seu poder por meu nome crescerão.
27Ele, então, me invocará: ‘Ó Senhor, vós sois meu Pai, *
sois meu Deus, sois meu Rochedo onde encontro a salvação!`R.

Evangelho – Jo 13,16-20

Quem recebe aquele que eu enviar, me recebe a mim
+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São João 13,16-20
Depois de lavar os pés dos discípulos,
Jesus lhes disse:
16Em verdade, em verdade vos digo:
o servo não está acima do seu senhor
e o mensageiro não é maior que aquele que o enviou.
17Se sabeis isto, e o puserdes em prática,
sereis felizes.
18Eu não falo de vós todos.
Eu conheço aqueles que escolhi,
mas é preciso que se realize o que está na Escritura:
‘Aquele que come o meu pão
levantou contra mim o calcanhar.’
19Desde agora vos digo isto,
antes de acontecer,
a fim de que, quando acontecer,
creais que eu sou.
20Em verdade, em verdade vos digo,
quem recebe aquele que eu enviar,
me recebe a mim;
e quem me recebe,
recebe aquele que me enviou.’
Palavra da Salvação.
Santo Anselmo – Bispo e Doutor da Igreja
santo-anselmoNesse processo de conversão, abriu-se ao chamado à vida religiosa e entrou para a família beneditinaBispo e Doutor da Igreja. É dele a frase: “Não quero compreender para crer, mas crer para compreender, pois bem sei que sem a fé eu não compreenderia nada de nada.” O santo de hoje é chamado de teólogo-filósofo.

Nasceu em Piamonte no ano de 1033. Seu pai era Conde e devido ao mau relacionamento com ele, saiu de casa, apenas com um burrinho e um servo.

Foi em busca da ciência, mas também se entregando aos prazeres. Era cristão, mas não de vivência. Devido aos estudos, ‘bateu’ no Mosteiro de Bec e conheceu Lanfranc, um religioso e mestre beneditino. Através dessa amizade edificante, descobriu um tesouro maior: Jesus Cristo.

Nesse processo de conversão, abriu-se ao chamado à vida religiosa e entrou para a família beneditina. Seu mestre amigo foi escolhido para ser bispo em Cantuária e Anselmo ocupou o lugar do Mestre, chegando a ser também Superior. Um homem sábio, humilde, um formador para as autoridades, um pai. Um verdadeiro Abade.

Por obediência à Mãe Igreja, foi substituir seu amigo, que havia falecido, no Arcebispado de Cantuária. Viveu grandes desafios lá, retornando a Piamonte, onde faleceu, com esta fama de santidade e testemunho de fidelidade e amor à Cristo e à verdade.

Santo Anselmo, rogai por nós!

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4ª Semana da Páscoa – Terça-feira 19/04/2016

1ª Leitura – At 11,19-26

Começaram a pregar também aos gregos,
anunciando-lhes a Boa Nova do Senhor Jesus.
Leitura dos Atos dos Apóstolos 11,19-26
Naqueles dias:
19Aqueles que se haviam espalhado
por causa da perseguição que se seguiu à morte de Estêvão,
chegaram à Fenícia, à ilha de Chipre
e à cidade de Antioquia,
embora não pregassem a Palavra
a ninguém que não fosse judeu.
20Contudo, alguns deles,
habitantes de Chipre e da cidade de Cirene,
chegaram a Antioquia
e começaram a pregar também aos gregos,
anunciando-lhes a Boa Nova do Senhor Jesus.
21E a mão do Senhor estava com eles.
Muitas pessoas acreditaram no Evangelho
e se converteram ao Senhor.
22A notícia chegou aos ouvidos da Igreja
que estava em Jerusalém.
Então enviaram Barnabé até Antioquia.
23Quando Barnabé chegou
e viu a graça que Deus havia concedido,
ficou muito alegre e exortou a todos
para que permanecessem fiéis ao Senhor,
com firmeza de coração.
24É que ele era um homem bom,
cheio do Espírito Santo e de fé.
E uma grande multidão aderiu ao Senhor.
25Então Barnabé partiu para Tarso, à procura de Saulo.
26Tendo encontrado Saulo, levou-o a Antioquia.
Passaram um ano inteiro trabalhando juntos naquela Igreja,
e instruíram uma numerosa multidão.
Em Antioquia os discípulos foram, pela primeira vez,
chamados com o nome de cristãos.
Palavra do Senhor.

Salmo – Sl 86, 1-3. 4-5. 6-7 (R. Sl 116, 1a)

R. Cantai louvores ao Senhor, todas as gentes.

Ou: Aleluia, Aleluia, Aleluia

1O Senhor ama a cidade *
que fundou no Monte santo;
2ama as portas de Sião *
mais que as casas de Jacó.
3Dizem coisas gloriosas *
da Cidade do Senhor.R.

4‘Lembro o Egito e Babilônia *
entre os meus veneradores.
Na Filistéia ou em Tiro +
ou no país da Etiópia, *
este ou aquele ali nasceu.
5De Sião, porém, se diz: +
‘Nasceu nela todo homem; *
Deus é sua segurança’.R.

6Deus anota no seu livro, +
onde inscreve os povos todos: *
‘Foi ali que estes nasceram’.
7E por isso todos juntos *
a cantar se alegrarão;
e, dançando, exclamarão: *
‘Estão em ti as nossas fontes!’R.

Evangelho – Jo 10,22-30

Eu e o Pai somos um.
+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São João 10,22-30

22Celebrava-se, em Jerusalém,
a festa da Dedicação do Templo.
Era inverno.
23Jesus passeava pelo Templo,
no pórtico de Salomão.
24Os judeus rodeavam-no e disseram:
‘Até quando nos deixarás em dúvida?
Se tu és o Messias, dize-nos abertamente.’
25Jesus respondeu:
‘Já vo-lo disse, mas vós não acreditais.
As obras que eu faço em nome do meu Pai
dão testemunho de mim;
26vós, porém, não acreditais,
porque não sois das minhas ovelhas.
27As minhas ovelhas escutam a minha voz,
eu as conheço e elas me seguem.
28Eu dou-lhes a vida eterna
e elas jamais se perderão.
E ninguém vai arrancá-las de minha mão.
29Meu Pai, que me deu estas ovelhas,
é maior que todos,
e ninguém pode arrebatá-las da mão do Pai.
30Eu e o Pai somos um.’
Palavra da Salvação.

Reflexão – Jo 10, 22-30

Colaborar na missão salvífica de Jesus através da ação pastoral da Igreja significa levar as pessoas a reconhecerem nele o Deus vivo encarnado para a salvação de todos os que nele crerem. Para que esta ação surta efeito, o anúncio é necessário, mas por si só é insuficiente. Não basta apenas falar de Jesus, é preciso obras, é necessária a vivência dos valores evangélicos, o amor precisa ser concretizado. Mas acima de tudo, é necessária a consciência de que somos participantes da divina missão de salvação dos homens e que quem realiza esta obra não somos nós, mas sim o próprio Deus, é ele quem pastoreia através de nós. Somos na verdade canais de graça para que os homens ouçam a voz de Jesus, sintam-se integrantes do seu rebanho e o sigam rumo à vida eterna.

Santa Ema, sinal de que a santidade passa pela caridade

santa-ema

Vivia no meio da sociedade, administrando seus bens para o beneficio do próximo

Por parte de mãe, não existia testemunho nem incentivo à santidade. O chamado que ela tinha no coração era ao matrimônio. Casou-se com o conde Ludgero e teve um filho, cujo chamado era para a vocação sacerdotal. Iluminado pelo testemunho da mãe, tornou-se sacerdote e depois bispo. Ao ficar viúva, essa santa discerniu e decidiu consagrar sua viuvez ao Senhor, numa vida de oração expressa na caridade. Muitos conventos e abadias foram construídos graças à sua generosidade. Ela vivia no meio da sociedade, administrando seus bens para o beneficio do próximo.

Santa Ema passou os últimos momentos de sua vida numa abadia, após 40 anos de dedicação a Deus, faleceu em 1045. Depois de muito tempo abriram seu túmulo, e encontraram o seu corpo todo em pó, exceto a sua mão direita estava intacta, pois era com essa mão que ela praticava a caridade ao próximo. Um sinal de que a santidade passa pela caridade.

Santa Ema, rogai por nós!

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3ª-feira da 2ª Semana da Páscoa

1ª Leitura – At 4,32-37

Um só coração e uma só alma.
Leitura dos Atos dos Atos dos Apóstolos 4,32-37

32A multidão dos fiéis era um só coração e uma só alma.
Ninguém considerava como próprias as coisas que possuía,
mas tudo entre eles era posto em comum.
33Com grandes sinais de poder,
os apóstolos davam testemunho
da ressurreição do Senhor Jesus.
E os fiéis eram estimados por todos.
34Entre eles ninguém passava necessidade,
pois aqueles que possuíam terras ou casas,
vendiam-nas, levavam o dinheiro,
35e o colocavam aos pés dos apóstolos.
Depois,
era distribuído conforme a necessidade de cada um.
36José, chamado pelos apóstolos de Barnabé,
que significa filho da consolação,
levita e natural de Chipre,
37possuía um campo.
Vendeu e foi depositar o dinheiro aos pés dos apóstolos.
Palavra do Senhor.

Salmo – Sl 92, 1ab. 1c-2. 5 (R.1a)

R. Reina o Senhor, revestiu-se de esplendor.

Ou: Aleluia, Aleluia, Aleluia

1a Deus é Rei e se vestiu de majestade,*
1b revestiu-se de poder e de esplendor! R.

1c Vós firmastes o universo inabalável,
2 vós firmastes vosso trono desde a origem,*
desde sempre, ó Senhor, vós existis! R.

5 Verdadeiros são os vossos testemunhos,
refulge a santidade em vossa casa,*
refulge a santidade em vossa casa,*
refulge a santidade em vossa casa,*
pelos séculos dos séculos, Senhor! R.

Evangelho – Jo 3,7b-15

Ninguém subiu ao céu, a não ser aquele
que desceu do céu, o Filho do Homem.
+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São João 3,7b-15
Naquele tempo disse Jesus a Nicodemos:
7b Vós deveis nascer do alto.
8O vento sopra onde quer
e tu podes ouvir o seu ruído,
mas não sabes de onde vem, nem para onde vai.
Assim acontece a todo aquele que nasceu do Espírito’.
Não te admires por eu haver dito:
Vós deveis nascer do alto.
8 O vento sopra onde quer
e tu podes ouvir o seu ruído,
mas não sabes de onde vem, nem para onde vai.
Assim acontece a todo aquele que nasceu do Espírito’.
9 Nicodemos perguntou:
‘Como é que isso pode acontecer?’
10 Respondeu-lhe Jesus:
‘Tu és mestre em Israel,
mas não sabes estas coisas?
11 Em verdade, em verdade te digo,
nós falamos daquilo que sabemos
e damos testemunho daquilo que temos visto,
mas vós não aceitais o nosso testemunho.
12 Se não acreditais,
quando vos falo das coisas da terra,
como acreditareis
se vos falar das coisas do céu?
13 E ninguém subiu ao céu,
a não ser aquele que desceu do céu,
o Filho do Homem.
14 Do mesmo modo como Moisés levantou a serpente no deserto,
assim é necessário que o Filho do Homem seja levantado,
15 para que todos os que nele crerem
tenham a vida eterna.
Palavra da Salvação.

Reflexão – Jo 3, 7-15

A Vida nova, a Vida segundo o Espírito, não é algo que a pessoa humana possa conseguir por si mesma, uma vez que é algo que está muito além da sua própria natureza, portanto algo que foge às suas capacidades. A Vida nova é a vida da graça, que nos é dada pelo próprio Deus, a partir do mistério pascal de Jesus. A condição para a participação nessa Vida em Cristo é a fé; todos os que acreditam que Jesus, crucificado, morto e ressuscitado, é o Filho de Deus, a segunda Pessoa da Santíssima Trindade que se fez homem para ser o Emanuel, o Deus conosco, recebem dele o dom da Vida em plenitude, o dom da vida eterna.

São Vicente Ferrer, homem de penitência, verdade e esperança

sao-vicente-ferrerPregava sobre a segunda vinda de Jesus, o Juízo Final, mas de uma maneira que provocava uma conversão nas pessoas

Nascido na Espanha em 1350, viveu em tempos difíceis pois, por influência política, havia um cisma na Igreja do Ocidente: por Cardeais foi declarada inválida a eleição de Urbano VI como Papa, e foi escolhido Roberto de Genebra que tomou o nome de Clemente VII. As coroas ibéricas procuraram manter-se neutras entre os dois Papas, mas o de Avinhão esforçou-se por conquistar a obediência delas e mandou como seu legado o Cardeal Pedro de Luna. Este procurou o apoio de Vicente, que lho deu em boa fé e escreveu um tratado sobre o cisma.

São Vicente acompanhou o mesmo legado nalgumas viagens por esses reinos, regressando depois ao ensino e à pregação em Valência. Pouco depois, volta Pedro de Luna a Avinhão e sucede a Clemente VII como Papa, tomando o nome de Bento XIII. E é reclamada a presença de Vicente em Avinhão, onde passa uns anos.

São Vicente Ferrer foi um santo religioso dominicano, grande pregador e fiel ao carisma. Ele pregava sobre a segunda vinda de Jesus, o Juízo Final, mas de uma maneira que provocava uma conversão nas pessoas. Sua pregação, Deus a confirmava com sinais, milagres e conversões.

Um homem de penitência, da verdade, da esperança, que semeava a unidade e essa expectativa do Senhor que voltará.

Vicente pôde contribuir para a eleição do Papa e pôde deixar bem claro, pela sua vida, que a Palavra de Deus precisa ser anunciada com o espírito e com uma vida a serviço da verdade e da Igreja.

São Vicente Ferrer, rogai por nós!

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4ª-feira da Semana Santa Páscoa

1ª Leitura – Is 50,4-9a

Não desviei o rosto de bofetões e cusparadas.
(3º canto do Servo do Senhor)
Leitura do Livro do Profeta Isaías 50,4-9a

4O Senhor Deus deu-me língua adestrada,
para que eu saiba dizer
palavras de conforto à pessoa abatida;
ele me desperta cada manhã
e me excita o ouvido,
para prestar atenção como um discípulo.
5O Senhor abriu-me os ouvidos;
não lhe resisti nem voltei atrás.
6Ofereci as costas para me baterem
e as faces para me arrancarem a barba:
não desviei o rosto
de bofetões e cusparadas.
7Mas o Senhor Deus é meu Auxiliador,
por isso não me deixei abater o ânimo,
conservei o rosto impassível como pedra,
porque sei que não sairei humilhado.
8A meu lado está quem me justifica;
alguém me fará objeções? Vejamos.
Quem é meu adversário? Aproxime-se.
9aSim, o Senhor Deus é meu Auxiliador;
quem é que me vai condenar?
Palavra do Senhor.

Salmo – Sl 68, 8-10. 21bcd-22. 31. 33-34 (R. 14cb)

R. Respondei-me pelo vosso imenso amor,
neste tempo favorável, Senhor Deus.

8Por vossa causa é que sofri tantos insultos, *
e o meu rosto se cobriu de confusão;
9eu me tornei como um estranho a meus irmãos, *
como estrangeiro para os filhos de minha mãe.
10Pois meu zelo e meu amor por vossa casa *
me devoram como fogo abrasador;
e os insultos de infiéis que vos ultrajam *
recaíram todos eles sobre mim!R.

21bO insulto me partiu o coração;+
21cEu esperei que alguém de mim tivesse pena;*
21dprocurei quem me aliviasse e não achei!
22Deram-me fel como se fosse um alimento, *
em minha sede ofereceram-me vinagre!R.

31Cantando eu louvarei o vosso nome *
e agradecido exultarei de alegria!
33Humildes, vede isto e alegrai-vos: +
o vosso coração reviverá, *
se procurardes o Senhor continuamente!
34Pois nosso Deus atende à prece dos seus pobres, *
e não despreza o clamor de seus cativos.R.

Evangelho – Mt 26,14-25

O Filho do Homem vai morrer,
conforme diz a Escritura a respeito dele.
Contudo, ai daquele que o trair.
+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 26,14-25
Naquele tempo:
14Um dos doze discípulos, chamado Judas Iscariotes,
foi ter com os sumos sacerdotes
15e disse: ‘O que me dareis se vos entregar Jesus?’
Combinaram, então, trinta moedas de prata.
16E daí em diante, Judas procurava uma oportunidade
para entregar Jesus.
17No primeiro dia da festa dos Ázimos,
os discípulos aproximaram-se de Jesus
e perguntaram: ‘Onde queres que façamos os preparativos
para comer a Páscoa?’
18Jesus respondeu: ‘Ide à cidade,
procurai certo homem e dizei-lhe:
‘O Mestre manda dizer: o meu tempo está próximo,
vou celebrar a Páscoa em tua casa,
junto com meus discípulos’.’
19Os discípulos fizeram como Jesus mandou
e prepararam a Páscoa.
20Ao cair da tarde, Jesus pôs-se à mesa
com os doze discípulos.
21Enquanto comiam, Jesus disse:
‘Em verdade eu vos digo, um de vós vai me trair.’
22Eles ficaram muito tristes
e, um por um, começaram a lhe perguntar:
‘Senhor, será que sou eu?’
23Jesus respondeu:
‘Quem vai me trair é aquele que comigo põe a mão no prato.
24O Filho do Homem vai morrer,
conforme diz a Escritura a respeito dele.
Contudo, ai daquele que trair o Filho do Homem!
Seria melhor que nunca tivesse nascido!’
25Então Judas, o traidor, perguntou:
‘Mestre, serei eu?’
Jesus lhe respondeu: ‘Tu o dizes.’
Palavra da Salvação.

Reflexão – Mt 26, 14-25

O amor que Deus tem por todas as pessoas nunca foi plenamente correspondido, pois sempre o pecado manifestou o desamor que o homem tem por ele. O episódio da traição de Judas nos mostra de um modo muito mais profundo esta verdade. O Filho, verdadeiro Deus, Segunda Pessoa da Santíssima Trindade, por amor a nós, renuncia à sua condição divina e se faz homem, tornando-se um de nós. A resposta que ele encontra dos homens não é o amor, mas a traição e a morte. Mas nem mesmo esta realidade diminui o amor que Deus tem por nós, uma vez que, por amor, Jesus nos dá livremente a sua vida.

São Turíbio de Mongrovejo, homem apostólico

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Como sacerdote, foi escolhido bispo e enviado ao Peru; era um homem apostólico

De origem espanhola, nasceu no ano de 1538. Cresceu muito bem educado dentro de uma formação cristã e humana, estudou Direito e prestou muitos serviços nessa área, sempre buscando dar testemunho cristão no ambiente em que se encontrava.

Turíbio ajudou até o rei Felipe, mas o chamado à vida dedicada ao Senhor, dentro do ministério sacerdotal, falou mais forte. Renunciou à sua profissão e, como sacerdote, foi escolhido bispo e enviado ao Peru. Era um homem apostólico.

Deparou-se com muitas injustiças: indígenas oprimidos, pobres abandonados. Então ele, no anúncio e na denúncia, passou a ser respeitado e ouvido por muitos.

Sem interesses e sem comungar com o poder opressor, ele deixou um marco para toda a América: de que o mundo precisa de santos, e isso só é possível na misericórdia, no amor, na verdade, no anúncio e na coragem de denunciar.

Depois de uma grave enfermidade, faleceu em 1606.

São Turíbio de Mongrovejo, rogai por nós!

 

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O alerta de Maria para o Brasil

A Mãe do Senhor, sob o título de Nossa Senhora das Graças, visitou o Brasil na década de 1930, aparecendo para duas jovenzinhas num sítio no interior de Pernambuco. Uma das videntes, a Irmã Adélia, faleceu no dia 13 de outubro p.p., contudo, a mensagem a ela transmitida pela Virgem Santíssima continua atual e oportuna.

Em perfeita consonância com as suas demais aparições, a Senhora das Graças preveniu as jovens de que três castigos se abateriam sobre o Brasil e que o país seria tomado pelo comunismo. Ora, a situação da sociedade brasileira não deixa margem para dúvida de que a Senhora estava certa. O país está cada mais mergulhado no ideal socialista e no marxismo cultural.

Felizmente, além de alertar para o perigo, a Virgem Santíssima ofereceu também o remédio: oração e penitência. Portanto, que todos A obedeçam intensificando as súplicas e os atos de reparação para evitar que a chaga do comunismo se abata definitivamente nesta Terra de Santa Cruz.

Nossa Senhora das Graças, rogai por nós.

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2ª-feira da Semana Santa Páscoa

1ª Leitura – Is 42,1-7

Ele não clama nem levanta a voz,
nem se faz ouvir pelas ruas.

(1º canto do Servo do Senhor).
Leitura do Livro do Profeta Isaías 42,1-7

1’Eis o meu servo – eu o recebo;
eis o meu eleito – nele se compraz minh’alma;
pus meu espírito sobre ele,
ele promoverá o julgamento das nações.
2Ele não clama nem levanta a voz,
nem se faz ouvir pelas ruas.
3Não quebra uma cana rachada
nem apaga um pavio que ainda fumega;
mas promoverá o julgamento para obter a verdade.
4Não esmorecerá nem se deixará abater,
enquanto não estabelecer a justiça na terra;
os países distantes esperam seus ensinamentos.’
5Isto diz o Senhor Deus,
que criou o céu e o estendeu,
firmou a terra e tudo que dela germina,
que dá a respiração aos seus habitantes
e o sopro da vida ao que nela se move:
6’Eu, o Senhor, te chamei para a justiça
e te tomei pela mão;
eu te formei e te constituí como o centro
de aliança do povo, luz das nações,
7para abrires os olhos dos cegos,
tirar os cativos da prisão,
livrar do cárcere os que vivem nas trevas.
Palavra do Senhor.

Salmo – Sl 26, 1. 2. 3. 13-14 (R. 1a)

R. O Senhor é minha luz e salvação.

1O Senhor é minha luz e salvação; *
de quem eu terei medo?
O Senhor é a proteção da minha vida; *
perante quem eu tremerei?R.

2Quando avançam os malvados contra mim, *
querendo devorar-me,
são eles, inimigos e opressores, *
que tropeçam e sucumbem.R.

3Se contra mim um exército se armar, *
não temerá meu coração;
se contra mim uma batalha estourar, *
mesmo assim confiarei.R.

13Sei que a bondade do Senhor eu hei de ver *
na terra dos viventes.
14Espera no Senhor e tem coragem, * R.

Evangelho – Jo 12,1-11

Deixa-a; ela fez isto
em vista do dia de minha sepultura.
+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São João 12,1-11

1Seis dias antes da Páscoa,
Jesus foi para Betânia,
onde morava Lázaro,
que ele havia ressuscitado dos mortos.
2Ali ofereceram a Jesus um jantar;
Marta servia
e Lázaro era um dos que estavam à mesa com ele.
3Maria, tomando quase meio litro de perfume
de nardo puro e muito caro,
ungiu os pés de Jesus e enxugou-os com seus cabelos.
A casa inteira ficou cheia do perfume do bálsamo.
4Então, falou Judas Iscariotes,
um dos seus discípulos,
aquele que o havia de entregar:
5‘Por que não se vendeu este perfume
por trezentas moedas de prata,
para as dar aos pobres?’
6Judas falou assim, não porque se preocupasse com os pobres,
mas porque era ladrão;
ele tomava conta da bolsa comum
e roubava o que se depositava nela.
7Jesus, porém, disse:
‘Deixa-a; ela fez isto
em vista do dia de minha sepultura.
8Pobres, sempre os tereis convosco,
enquanto a mim, nem sempre me tereis.’
9Muitos judeus, tendo sabido que Jesus estava em Betânia,
foram para lá,
não só por causa de Jesus,
mas também para verem Lázaro,
que Jesus havia ressuscitado dos mortos.
10Então, os sumos sacerdotes decidiram matar também Lázaro,
11porque, por causa dele,
muitos deixavam os judeus
e acreditavam em Jesus.
Palavra do Senhor.

Reflexão – Jo 12, 1-11

A vida e as atitudes de Jesus sempre causaram reações contraditórias de aceitação ou rejeição. A morte de Jesus também não foi diferente. Para os principais dentre os judeus, a morte de Jesus significou a realização dos seus planos e uma vitória conquistada no sentido da manutenção da ordem estabelecida. Para o poder romano, não significou nada, pois ele foi mais um entre os muitos que são condenados à morte. Mas quem o amava, houve um momento de carinho e atenção à sua pessoa antes que a morte chegasse trazendo o sofrimento, a dor e a separação.

São Nicolau de Flue, eremita

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Entregou-se totalmente à vida de oração, penitência e jejuns, sem deixar de participar nas Santas Missas de domingo e dias santos

Comemoramos a vida santa de um eremita, São Nicolau de Flue, que nasceu na Suíça em 1417 e passou sua juventude ajudando o pai em trabalhos práticos, sempre inclinado à vida religiosa.

A pedido do pai, casou-se com Doroteia que muito o levou para Deus, tanto que juntos educaram os dez filhos para a busca da santidade. Aconteceu que, em comum acordo e, com os filhos já educados, Nicolau retirou-se na solidão, perto de sua casa, porém, com o propósito de se dedicar exclusivamente a Deus, ele que era um homem popular devido a diversos cargos públicos e administrativos que ocupara na sociedade.

São Nicolau entregou-se totalmente à vida de oração, penitência e jejuns, sem deixar de participar nas Santas Missas de domingo e dias santos, além de ter assumido uma tábua como cama; por travesseiro uma pedra e de primeiro frutas e ervas como alimento, isto até chegar a se alimentar somente da Eucaristia. Todo este processo estendeu-se progressivamente por 33 anos.

Nicolau, que morreu com setenta anos, ao ir para o eremitério com 37 anos, em nada se alienou ao mundo. Pôde ele servir com conselhos e interferir pacificamente nas dificuldades entre católicos e protestantes, a ponto de ser amado e tomado como modelo de pacificador e pai da pátria.

São Nicolau de Flue, rogai por nós!

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Domingo de Ramos da Paixão do Senhor Quaresma

1ª Leitura – Is 50,4-7

Não desviei meu rosto das bofetadas e
cusparadas; sei que não serei humilhado.
Leitura do Livro do Profeta Isaías 50,4-7

4O Senhor Deus deu-me língua adestrada,
para que eu saiba dizer
palavras de conforto à pessoa abatida;
ele me desperta cada manhã e me excita o ouvido,
para prestar atenção como um discípulo.
5O Senhor abriu-me os ouvidos;
não lhe resisti nem voltei atrás.
6Ofereci as costas para me baterem e
as faces para me arrancarem a barba;
não desviei o rosto de bofetões e cusparadas.
7Mas o Senhor Deus é meu Auxiliador,
por isso não me deixei abater o ânimo,
conservei o rosto impassível como pedra,
porque sei que não sairei humilhado.
Palavra do Senhor.

Salmo – Sl 21,8-9.17-18a.19-20.23-24 (R.2a)
R. Meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes?

8Riem de mim todos aqueles que me vêem,*
torcem os lábios e sacodem a cabeça:
9’Ao Senhor se confiou, ele o liberte*
e agora o salve, se é verdade que ele o ama!’R.

17Cães numerosos me rodeiam furiosos,*
e por um bando de malvados fui cercado.
Transpassaram minhas mãos e os meus pés
18e eu posso contar todos os meus ossos.*
Eis que me olham e, ao ver-me, se deleitam! R.

19Eles repartem entre si as minhas vestes*
e sorteiam entre si a minha túnica.
20Vós, porém, ó meu Senhor, não fiqueis longe,*
ó minha força, vinde logo em meu socorro! R.

23Anunciarei o vosso nome a meus irmãos*
e no meio da assembléia hei de louvar-vos!
24Vós que temeis ao Senhor Deus, dai-lhe louvores,
glorificai-o, descendentes de Jacó,*
e respeitai-o toda a raça de Israel!R.

2ª Leitura – Fl 2,6-11
Humilhou-se a si mesmo; por isso,
Deus o exaltou acima de tudo.
Leitura da Carta de São Paulo aos Filipenses 2,6-11

6Jesus Cristo, existindo em condição divina,
não fez do ser igual a Deus uma usurpação,
7mas ele esvaziou-se a si mesmo,
assumindo a condição de escravo
e tornando-se igual aos homens.
Encontrado com aspecto humano,
8humilhou-se a si mesmo,
fazendo-se obediente até a morte, e morte de cruz.
9Por isso, Deus o exaltou acima de tudo
e lhe deu o Nome que está acima de todo nome.
10Assim, ao nome de Jesus,
todo joelho se dobre no céu,
na terra e abaixo da terra,
11e toda lingua proclame : ‘Jesus Cristo é o Senhor’,
para a glória de Deus Pai.
Palavra do Senhor.

Evangelho – Procissão – Lc 19,28-40
Bendito o que vem em nome do Senhor.
+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 19,28-40

Naquele tempo:
28Jesus caminhava à frente dos discípulos,
subindo para Jerusalém.
29Quando se aproximou de Betfagé e Betânia,
perto do monte chamado das Oliveiras,
enviou dois de seus discípulos, dizendo:
30’Ide ao povoado ali na frente.
Logo na entrada encontrareis um jumentinho amarrado,
que nunca foi montado.
Desamarrai-o e trazei-o aqui.
31Se alguém, por acaso, vos perguntar:
‘Por que desamarrais o jumentinho?’,
respondereis assim: ‘O Senhor precisa dele’.’
32Os enviados partiram e encontraram tudo
exatamente como Jesus lhes havia dito.
33Quando desamarravam o jumentinho,
os donos perguntaram:
‘Por que estais desamarrando o jumentinho?’
34Eles responderam: ‘O Senhor precisa dele.’
35E levaram o jumentinho a Jesus.
Então puseram seus mantos sobre o animal
e ajudaram Jesus a montar.
36E enquanto Jesus passava,
o povo ia estendendo suas roupas no caminho.
37Quando chegou perto da descida do monte das Oliveiras,
a multidão dos discípulos,
aos gritos e cheia de alegria,
começou a louvar a Deus
por todos os milagres que tinha visto.
38Todos gritavam:
‘Bendito o Rei, que vem em nome do Senhor!
Paz no céu e glória nas alturas!’
39Do meio da multidão, alguns dos fariseus
disseram a Jesus:
‘Mestre, repreende teus discípulos!’
40Jesus, porém, respondeu: ‘Eu vos declaro:
se eles se calarem, as pedras gritarão.’
Palavra da Salvação.

Evangelho – Lc 22,14-23,56
Desejei ardentemente comer convosco esta ceia pascal, antes de sofrer.
Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo Lucas 22,14-23,56

14Quando chegou a hora,
Jesus pôs-se à mesa com os apóstolos
15e disse: ‘Desejei ardentemente comer convosco
esta ceia pascal, antes de sofrer.
16Pois eu vos digo que nunca mais a comerei,
até que ela se realize no Reino de Deus’.
17Então Jesus tomou um cálice, deu graças e disse:
‘Tomai este cálice e reparti entre vós;
18pois eu vos digo que, de agora em diante,
não mais bebereis do fruto da videira,
até que venha o Reino de Deus’.
Fazei isto em memória de mim.
19A seguir, Jesus tomou um pão, deu graças,
partiu-o e deu-o aos discípulos, dizendo:
‘Isto é o meu corpo, que é dado por vós.
Fazei isto em memória de mim’.
20Depois da ceia,
Jesus fez o mesmo com o cálice, dizendo:
‘Este cálice é a nova aliança no meu sangue,
que é derramado por vós’.
Mas ai daquele por meio de quem o Filho do Homem é entregue.
21’Todavia, a mão de quem me vai entregar
está comigo, nesta mesa.
22Sim, o Filho do Homem vai morrer,
como está determinado.
Mas ai daquele homem por meio de quem ele é entregue.’
23Então os apóstolos começaram a perguntar uns aos outros
qual deles haveria de fazer tal coisa.
Eu, porém, estou no meio de vós como aquele que serve.
24Houve também uma discussão entre eles
sobre qual deles deveria ser considerado o maior.
25Jesus, porém, lhes disse:
‘Os reis das nações dominam sobre elas,
e os que têm poder se fazem chamar benfeitores.
26Entre vós, não deve ser assim. Pelo contrário,
o maior entre vós seja como o mais novo,
e o que manda, como quem está servindo.
27Afinal, quem é o maior:
quem está sentado à mesa, ou quem está servindo?
Não é quem está sentado à mesa?
Eu, porém, estou no meio de vós como aquele que serve.
28Vós ficastes comigo em minhas provações.
29Por isso, assim como o meu Pai me confiou o Reino,
eu também vos confio o Reino.
30Vós havereis de comer e beber à minha mesa no meu
Reino, e sentar-vos em tronos
para julgar as doze tribos de Israel.
Tu, uma vez convertido, fortalece os teus irmãos.
31Simão, Simão! Olha que Satanás pediu permissóo
para vos peneirar como trigo.
32Eu, porém, rezei por ti, para que tua fé não se apague.
E tu, uma vez convertido, fortalece os teus irmãos.’
33Mas Simão disse: ‘Senhor, eu estou pronto
para ir contigo até mesmo à prisão e à morte!’
34Jesus, porém, respondeu:
‘Pedro, eu te digo que hoje, antes que o galo cante,
três vezes tu negarás que me conheces.’
É preciso que se cumpra em mim a palavra da Escritura.
35E Jesus lhes perguntou: ‘Quando vos enviei sem bolsa,
sem sacola, sem sandálias, faltou-vos alguma coisa?’
Eles responderam: ‘Nada.’
36Jesus continuou: ‘Agora, porém,
quem tiver bolsa, deve pegá-la;
do mesmo modo, quem tiver uma sacola;
e quem não tiver espada,
venda o manto para comprar uma.
37Porque eu vos digo:
É preciso que se cumpra em mim a palavra da Escritura:
`Ele foi contado entre os malfeitores’.
Pois o que foi dito a meu respeito tem de se realizar.’
38Mas eles disseram: ‘Senhor, aqui estão duas espadas.’
Jesus respondeu: ‘Basta.’
Tomado de angústia, Jesus rezava com mais insistência.
39Jesus saiu e, como de costume,
foi para o monte das Oliveiras.
Os discípulos o acompanharam.
40Chegando ao lugar, Jesus lhes disse:
‘Orai para não entrardes em tentação.’
41Então afastou-se a uma certa distância
e, de joelhos, começou a rezar:
42’Pai, se queres, afasta de mim este cálice;
contudo, não seja feita a minha vontade, mas a tua!’
43Apareceu-lhe um anjo do céu, que o confortava.
44Tomado de angústia, Jesus rezava com mais insistência.
Seu suor tornou-se como gotas de sangue
que caíam no chão.
45Levantando-se da oração,
Jesus foi para junto dos discípulos
e encontrou-os dormindo, de tanta tristeza.
46E perguntou-lhes: ‘Por que estais dormindo?
Levantai-vos e orai para não entrardes em tentação.’
udas, com um beijo tu entregas o Filho do Homem?
47Jesus ainda falava, quando chegou uma multidão.
Na frente, vinha um dos Doze, chamado Judas,
que se aproximou de Jesus para beijá-lo.
48Jesus lhe disse:
‘Judas, com um beijo tu entregas o Filho do Homem?’
49Vendo o que ia acontecer,
os que estavam com Jesus disseram:
‘Senhor, vamos atacá-los com a espada?’
50E um deles feriu o empregado do Sumo Sacerdote,
cortando-lhe a orelha direita.
51Jesus, porém, ordenou: ‘Deixai, basta!’
E tocando a orelha do homem, o curou.
52Depois Jesus disse aos sumos sacerdotes,
aos chefes dos guardas do templo e aos ancióos,
que tinham vindo prendê-lo:
‘Vós saístes com espadas e paus,
como se eu fosse um ladrão?
53Todos os dias eu estava convosco no templo,
e nunca levantastes a mão contra mim.
Mas esta é a vossa hora, a hora do poder das trevas.’
Pedro saiu para fora e chorou amargamente.
54Eles prenderam Jesus e o levaram,
conduzindo-o à casa do Sumo Sacerdote.
Pedro acompanhava de longe.
55Eles acenderam uma fogueira no meio do pátio
e sentaram-se ao redor.
Pedro sentou-se no meio deles.
56Ora, uma criada viu Pedro sentado perto do fogo;
encarou-o bem e disse:
‘Este aqui também estava com ele!’
57Mas Pedro negou: ‘Mulher, eu nem o conheço!’
58Pouco depois, um outro viu Pedro e disse:
‘Tu também és um deles.’
Mas Pedro respondeu: ‘Homem, não sou .’
59Passou mais ou menos uma hora, e um outro insistia:
‘Certamente, este aqui também estava com ele,
porque é galileu!’
Mas Pedro respondeu:
60’Homem, não sei o que estás dizendo!’
Nesse momento,
enquanto Pedro ainda falava, um galo cantou.
61Então o Senhor se voltou e olhou para Pedro.
E Pedro lembrou-se da palavra
que o Senhor lhe tinha dito:
‘Hoje, antes que o galo cante, três vezes me negarás.’
62Então Pedro saiu para fora e chorou amargamente.
Profetiza quem foi que te bateu?
63Os guardas caçoavam de Jesus e espancavam-no;
64cobriam o seu rosto e lhe diziam:
‘Profetiza quem foi que te bateu?’
65E o insultavam de muitos outros modos.
Levaram Jesus ao tribunal deles.
66Ao amanhecer, os anciãos do povo,
os sumos sacerdotes e os mestres da Lei
reuniram-se em conselho
e levaram Jesus ao tribunal deles.
67E diziam: ‘Se és o Cristo, dize-nos!’ Jesus respondeu:
‘Se eu vos disser, não me acreditareis,
68e, se eu vos fizer perguntas, não me respondereis.
69Mas, de agora em diante, o Filho do Homem
estará sentado à direita do Deus Poderoso.’
70Então todos perguntaram:
‘Tu és, portanto, o Filho de Deus?’
Jesus respondeu:
‘Vós mesmos estais dizendo que eu sou!’
71Eles disseram:
‘Será que ainda precisamos de testemunhas?
Nós mesmos o ouvimos de sua própria boca!’
23,1Em seguida, toda a multidóo se levantou
e levou Jesus a Pilatos.
Não encontro neste homem nenhum crime.
2Começaram então a acusá-lo, dizendo:
‘Achamos este homem
fazendo subversão entre o nosso povo,
proibindo pagar impostos a César
e afirmando ser ele mesmo Cristo, o Rei.’
3Pilatos o interrogou: ‘Tu és o rei dos judeus?’
Jesus respondeu, declarando: ‘Tu o dizes!’
4Então Pilatos disse aos sumos sacerdotes e à multidão:
‘Não encontro neste homem nenhum crime.’
5Eles, porém, insistiam: ‘Ele agita o povo,
ensinando por toda a Judéia,
desde a Galiléia, onde começou, até aqui.’
6Quando ouviu isto, Pilatos perguntou:
‘Este homem é galileu?’
7Ao saber que Jesus estava sob a autoridade de Herodes,
Pilatos enviou-o a este,
pois também Herodes estava em Jerusalém naqueles dias.
Herodes, com seus soldados, tratou Jesus com desprezo.
8Herodes ficou muito contente ao ver Jesus,
pois havia muito tempo desejava vê-lo.
Já ouvira falar a seu respeito
e esperava vê-lo fazer algum milagre.
9Ele interrogou-o com muitas perguntas.
Jesus, porém, nada lhe respondeu.
10Os sumos sacerdotes e os mestres da Lei
estavam presentes e o acusavam com insistência.
11Herodes, com seus soldados, tratou Jesus com desprezo,
zombou dele, vestiu-o com uma roupa vistosa
e mandou-o de volta a Pilatos.
12Naquele dia Herodes e Pilatos
ficaram amigos um do outro, pois antes eram inimigos.
Pilatos entregou Jesus à vontade deles.
13Entóo Pilatos convocou os sumos sacerdotes,
os chefes e o povo, e lhes disse:
14’Vós me trouxestes este homem
como se fosse um agitador do povo.
Pois bem! Já o interroguei diante de vós
e nóo encontrei nele
nenhum dos crimes de que o acusais;
15nem Herodes, pois o mandou de volta para nós.
Como podeis ver, ele nada fez para merecer a morte.
16Portanto, vou castigá-lo e o soltarei.
18Toda a multidão começou a gritar:
‘Fora com ele! Solta-nos Barrabás!’
19Barrabás tinha sido preso
por causa de uma revolta na cidade e por homicídio.
20Pilatos falou outra vez à multidão,
pois queria libertar Jesus.
21Mas eles gritavam: ‘Crucifica-o! Crucifica-o!’
22E Pilatos falou pela terceira vez:
‘Que mal fez este homem?
Não encontrei nele nenhum crime que mereça a morte.
Portanto, vou castigá-lo e o soltarei.’
23Eles, porém, continuaram a gritar com toda a força,
pedindo que fosse crucificado.
E a gritaria deles aumentava sempre mais.
24Então Pilatos decidiu
que fosse feito o que eles pediam.
25Soltou o homem que eles queriam
– aquele que fora preso por revolta e homicídio –
e entregou Jesus à vontade deles.
Filhas de Jerusalém, não choreis por mim!
26Enquanto levavam Jesus,
pegaram um certo Simão, de Cirene,
que voltava do campo,
e impuseram-lhe a cruz para carregá-la atrás de Jesus.
27Seguia-o uma grande multidão do povo
e de mulheres que batiam no peito e choravam por ele.
28Jesus, porém, voltou-se e disse:
‘Filhas de Jerusalém, nóo choreis por mim!
Chorai por vós mesmas e por vossos filhos!
29Porque dias virão em que se dirá:
‘Felizes as mulheres que nunca tiveram filhos,
os ventres que nunca deram à luz
e os seios que nunca amamentaram’.
30Entóo começarão a pedir às montanhas:
‘Caí sobre nós! e às colinas: ‘Escondei-nos!’
31Porque, se fazem assim com a árvore verde,
o que não farão com a árvore seca?’
32Levavam também outros dois malfeitores
para serem mortos junto com Jesus.
Pai, perdoa-lhes! Eles não sabem o que fazem!
33Quando chegaram ao lugar chamado ‘Calvário’,
ali crucificaram Jesus e os malfeitores:
um à sua direita e outro à sua esquerda.
34Jesus dizia: ‘Pai, perdoa-lhes!
Eles não sabem o que fazem!’
Depois fizeram um sorteio,
repartindo entre si as roupas de Jesus.
Este é o Rei dos Judeus.
35O povo permanecia lá, olhando.
E até os chefes zombavam, dizendo:
‘A outros ele salvou. Salve-se a si mesmo,
se, de fato, é o Cristo de Deus, o Escolhido!’
36Os soldados também caçoavam dele;
aproximavam-se, ofereciam-lhe vinagre,
37e diziam: ‘Se és o rei dos judeus,
salva-te a ti mesmo!’
38Acima dele havia um letreiro:
‘Este é o Rei dos Judeus.’
Hoje estarás comigo no Paraíso.
39Um dos malfeitores crucificados o insultava, dizendo:
‘Tu não és o Cristo? Salva-te a ti mesmo e a nós!’
40Mas o outro o repreendeu, dizendo:
‘Nem sequer temes a Deus,
tu que sofres a mesma condenação?
41Para nós, é justo,
porque estamos recebendo o que merecemos;
mas ele não fez nada de mal.’
42E acrescentou: ‘Jesus, lembra-te de mim,
quando entrares no teu reinado.’
43Jesus lhe respondeu: ‘Em verdade eu te digo:
ainda hoje estarás comigo no Paraíso.’
Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito.
44Já era mais ou menos meio-dia
e uma escuridão cobriu toda a terra
até às três horas da tarde,
45pois o sol parou de brilhar.
A cortina do santuário rasgou-se pelo meio,
46e Jesus deu um forte grito:
‘Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito.’
Dizendo isso, expirou.
Aqui todos se ajoelham e faz-se uma pausa.
47O oficial do exército romano viu o que acontecera
e glorificou a Deus dizendo:
‘De fato! Este homem era justo!’
48E as multidões, que tinham acorrido para assistir,
viram o que havia acontecido,
e voltaram para casa, batendo no peito.
49Todos os conhecidos de Jesus, bem como as mulheres
que o acompanhavam desde a Galiléia,
ficaram à distância, olhando essas coisas.
José colocou o corpo de Jesus num túmulo escavado na rocha.
50Havia um homem bom e justo, chamado José,
membro do Conselho,
51o qual não tinha aprovado a decisão
nem a ação dos outros membros.
Ele era de Arimatéia, uma cidade da Judéia,
e esperava a vinda do Reino de Deus.
52José foi ter com Pilatos e pediu o corpo de Jesus.
53Desceu o corpo da cruz, enrolou-o num lençol
e colocou-o num túmulo escavado na rocha,
onde ninguém ainda tinha sido sepultado.
54Era o dia da preparação da Páscoa,
e o sábado já estava começando.
55As mulheres, que tinham vindo da Galiléia com Jesus,
foram com José, para ver o túmulo
e como o corpo de Jesus ali fora colocado.
56Depois voltaram para casa
e prepararam perfumes e bálsamos.
E, no sábado, elas descansaram,
conforme ordenava a Lei.
Palavra da Salvação.

Leituras Facultativas

Evangelho – Lc 23,1-49
Evangelho (mais breve)
Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo Lucas 23,1-49
Naquele tempo:
1Toda a multidão se levantou
e levou Jesus a Pilatos.
Não encontro neste homem nenhum crime.
2Começaram então a acusá-lo, dizendo:
‘Achamos este homem
fazendo subversão entre o nosso povo,
proibindo pagar impostos a César
e afirmando ser ele mesmo Cristo, o Rei.’
3Pilatos o interrogou: ‘Tu és o rei dos judeus?’
Jesus respondeu, declarando: ‘Tu o dizes!’
4Então Pilatos disse aos sumos sacerdotes e à multidóo:
‘Não encontro neste homem nenhum crime.’
5Eles, porém, insistiam: ‘Ele agita o povo,
ensinando por toda a Judéia,
desde a Galiléia, onde começou, até aqui.’
6Quando ouviu isto, Pilatos perguntou:
‘Este homem é galileu?’
7Ao saber que Jesus estava sob a autoridade de Herodes,
Pilatos enviou-o a este,
pois também Herodes estava em Jerusalém naqueles dias.
Herodes, com seus soldados, tratou Jesus com desprezo.
8Herodes ficou muito contente ao ver Jesus,
pois havia muito tempo desejava vê-lo.
Já ouvira falar a seu respeito
e esperava vê-lo fazer algum milagre.
9Ele interrogou-o com muitas perguntas.
Jesus, porém, nada lhe respondeu.
10Os sumos sacerdotes e os mestres da Lei
estavam presentes e o acusavam com insistência.
11Herodes, com seus soldados, tratou Jesus com desprezo,
zombou dele, vestiu-o com uma roupa vistosa
e mandou-o de volta a Pilatos.
12Naquele dia Herodes e Pilatos
ficaram amigos um do outro, pois antes eram inimigos.
Entregou Jesus à vontade deles.
13Então Pilatos convocou os sumos sacerdotes,
os chefes e o povo, e lhes disse:
14’Vós me trouxestes este homem
como se fosse um agitador do povo.
Pois bem! Já o interroguei diante de vós
e não encontrei nele
nenhum dos crimes de que o acusais;
15nem Herodes, pois o mandou de volta para nós.
Como podeis ver, ele nada fez para merecer a morte.
16Portanto, vou castigá-lo e o soltarei.
18Toda a multidão começou a gritar:
‘Fora com ele! Solta-nos Barrabás!’
19Barrabás tinha sido preso
por causa de uma revolta na cidade e por homicídio.
20Pilatos falou outra vez à multidão,
pois queria libertar Jesus.
21Mas eles gritavam: ‘Crucifica-o! Crucifica-o!’
22E Pilatos falou pela terceira vez:
‘Que mal fez este homem?
Não encontrei nele nenhum crime que mereça a morte.
Portanto, vou castigá-lo e o soltarei.’
23Eles, porém, continuaram a gritar com toda a força,
pedindo que fosse crucificado.
E a gritaria deles aumentava sempre mais.
24Entóo Pilatos decidiu
que fosse feito o que eles pediam.
25Soltou o homem que eles queriam
– aquele que fora preso por revolta e homicídio –
e entregou Jesus à vontade deles.
Filhas de Jerusalém, não choreis por mim!
26Enquanto levavam Jesus,
pegaram um certo Simão, de Cirene,
que voltava do campo,
e impuseram-lhe a cruz para carregá-la atrás de Jesus.
27Seguia-o uma grande multidão do povo
e de mulheres que batiam no peito e choravam por ele.
28Jesus, porém, voltou-se e disse:
‘Filhas de Jerusalém, não choreis por mim!
Chorai por vós mesmas e por vossos filhos!
29Porque dias viróo em que se dirá:
‘Felizes as mulheres que nunca tiveram filhos,
os ventres que nunca deram à luz
e os seios que nunca amamentaram’.
30Então começarão a pedir às montanhas:
‘Caí sobre nós! e às colinas: ‘Escondei-nos!’
31Porque, se fazem assim com a árvore verde,
o que não farão com a árvore seca?’
32Levavam também outros dois malfeitores
para serem mortos junto com Jesus.
Pai, perdoa-lhes! Eles não sabem o que fazem!
33Quando chegaram ao lugar chamado ‘Calvário’,
ali crucificaram Jesus e os malfeitores:
um à sua direita e outro à sua esquerda.
34Jesus dizia: ‘Pai, perdoa-lhes!
Eles não sabem o que fazem!’
Depois fizeram um sorteio,
repartindo entre si as roupas de Jesus.
Este é o Rei dos Judeus.
35O povo permanecia lá, olhando.
E até os chefes zombavam, dizendo:
‘A outros ele salvou. Salve-se a si mesmo,
se, de fato, é o Cristo de Deus, o Escolhido!’
36Os soldados também caçoavam dele;
aproximavam-se, ofereciam-lhe vinagre,
37e diziam: ‘Se és o rei dos judeus,
salva-te a ti mesmo!’
38Acima dele havia um letreiro:
‘Este é o Rei dos Judeus.’
Hoje estarás comigo no Paraíso.
39Um dos malfeitores crucificados o insultava, dizendo:
‘Tu não és o Cristo? Salva-te a ti mesmo e a nós!’
40Mas o outro o repreendeu, dizendo:
‘Nem sequer temes a Deus,
tu que sofres a mesma condenação?
41Para nós, é justo,
porque estamos recebendo o que merecemos;
mas ele não fez nada de mal.’
42E acrescentou: ‘Jesus, lembra-te de mim,
quando entrares no teu reinado.’
43Jesus lhe respondeu: ‘Em verdade eu te digo:
ainda hoje estarás comigo no Paraíso.’
Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito.
44Já era mais ou menos meio-dia
e uma escuridão cobriu toda a terra
até às três horas da tarde,
45pois o sol parou de brilhar.
A cortina do santuário rasgou-se pelo meio,
46e Jesus deu um forte grito:
‘Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito.’
Dizendo isso, expirou.
Aqui todos se ajoelham e faz-se uma pausa.
47O oficial do exército romano viu o que acontecera
e glorificou a Deus dizendo:
‘De fato! Este homem era justo!’
48E as multidões, que tinham acorrido para assistir,
viram o que havia acontecido,
e voltaram para casa, batendo no peito.
49Todos os conhecidos de Jesus, bem como as mulheres
que o acompanhavam desde a Galiléia,
ficaram à distância, olhando essas coisas.
Palavra da Salvação.

Santo Ambrósio de Sena, homem do perdão e da reconciliação

santo-ambrosio-de-sena

Tornando-se um pregador cheio do Espírito Santo; um homem do perdão e da reconciliação

O santo de hoje nasceu no ano de 1220 em Sena, Itália, dentro de um contexto familiar diferente. Ao ter nascido com uma deformação física, sua família – nobre – o renegou e o entregou a uma ama de leite, que recebeu a ordem de viver com a criança afastada deles. Isso tudo foi providência na vida de Ambrósio, porque esta ama, mulher de fé, foi uma verdadeira mãe, alimentado-o e assim, foi acontecendo a recuperação do menino.

Com uma certa idade a família o acolheu. Ambrósio estava no processo de cura interior de reconciliação, mas já os havia perdoado. Aceitou, para um bem maior, os bens terrenos que ele teve como direito, usando-os para o bem dos pobres. O castelo foi se tornando aos poucos um hospital, lugar de acolhimento aos mais necessitados. Com 18 anos renunciou a tudo e foi para os Dominicanos, tornando-se um pregador cheio do Espírito Santo. Um homem do perdão e da reconciliação. Faleceu em Sena, durante uma pregação. Morreu no serviço, no ministério.

Santo Ambrósio, rogai por nós!

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Os símbolos católicos

Os símbolos católicos
Desde os primeiros tempos, o conceito de simbolismo tem aparecido em todas as culturas humanas, na estrutura social e no sistema religioso. Os sinais e os símbolos desempenham um papel vital em todas as religiões do mundo como objeto sobre o qual os pensamentos e as orações podem ser focalizados.

Símbolos são como pontos de um caminho através do mundo espiritual, eles agem como emblemas da fé, ferramentas de ensino e auxiliam no caminho para uma compreensão das filosofias complexas.

CRUCIFIXO
CRUCIFIXO

O crucifixo é uma cruz com a figura do corpo de Jesus Cristo a ela ligada. Este é um símbolo muito comum católico. é colocado sobre ou acima do altar onde se celebra a Eucaristia.

Um crucifixo, muitas vezes tem as letras INRI escritos na parte superior.

Essas letras são a abreviação de uma expressão latina que se traduz como “Jesus de Nazaré, Rei dos Judeus “.

Estas são as palavras com que Pôncio Pilatos, governador romano da Judeia, mandou escrever sobre a cruz na qual Jesus Cristo foi crucificado.

Um crucifixo é um símbolo de sacrifício.

ALFA E OMEGA
Alfa

Estas são as primeira e última letra do alfabeto grego.
No livro do Apocalipse 22:13, Cristo se refere a si mesmo como o Alfa e o Ômega, que é o primeiro e o último.
Cristo é o princípio e o fim de toda a criação. Os símbolos Alfa e o Ômega são usados em vários momentos do ano litúrgico da Igreja.

O SAGRADO CORAÇÃO

scj
O Sagrado Coração é um símbolo do amor de Jesus por toda a humanidade. O coração é um símbolo do amor. Quando retratado como o Sagrado Coração de Jesus é mostrado como perfurado com uma cruz e os espinhos torcida em torno dele.

Isso mostra a profundidade do amor de Jesus. Ele estava preparado para sofrer e morrer por todas as pessoas. Seu amor é eterno.

IHS e CHI-RHO
IHS e CHI-RHO
As letras IHS muitas vezes aparecem nos itens litúrgicos, placas de construção e pedras tumulares e vasos sagrados. IHS é uma forma abreviada da palavra grega para Jesus.

As letras X e P são usados frequentemente como um símbolo de “Cristo”. As duas primeiras letras do nome de Cristo, em grego são X e P . No alfabeto grego X é igual a CH e P é igual a R .

Também conhecida como a cruz Chi-Rho, as letras são geralmente inscritas umas sobre outras, às vezes dentro de um círculo se tornando tanto um símbolo cósmico como um símbolo solar.

OS PEIXES
OS PEIXES
Um dos mais antigos símbolos cristãos era o peixe. Foi usado pelos cristãos para se identificar, muitas vezes em tempos de perseguição. É frequentemente encontrado nas catacumbas romanas, local de reunião secreta, quando os cristãos eram perseguidos pelos romanos por sua fé.

É baseado no acróstico, das letras iniciais das palavras gregas para Jesus Cristo. Para compreender este símbolo você precisa saber qual é o significado da sigla.

A palavra grega para peixe é Ichthus. Este é um acrônimo para Jesus. I esous CH ristos TH EOU U ios S oter – isto se traduz como “Jesus Cristo , Filho de Deus, Salvador “.

Cristo também se referiu aos seus apóstolos como “pescadores de homens”, enquanto os pais cristãos chamados de pisculi fiéis (peixes).

A POMBA
A POMBA
A pomba é o símbolo do Espírito Santo. Quando Cristo foi batizado por João Batista, uma pomba desceu sobre ele (Mateus 3:16 e Marcos 1:10).

A pomba é por vezes representado com um ramo de oliveira na boca, como um símbolo de paz. Também simboliza a graça de Deus.
Você se lembra a história de Noé, Deus enviou um grande dilúvio e depois a chuva parou, Noé soltou uma pomba para procurar terra firme, ele voltou carregando um ramo de oliveira do Monte das Oliveiras, um símbolo do perdão de Deus.

O CORDEIRO
O CORDEIRO
Um dos símbolos mais importantes de Cristo é o Cordeiro. Cristo como o Cordeiro de Deus é mencionado em João 1:35-36 e Apocalipse 5:6-14 e, nas palavras da Missa.

A brancura do Cordeiro simboliza a inocência e pureza. Inocentes são frequentemente associados com sacrifício no Antigo Testamento. Cristo, o cordeiro sacrificial, morreu pelos pecados da humanidade.

O cordeiro é às vezes retratado com uma bandeira, símbolo da vitória de Cristo sobre a morte na sua Ressurreição.

FLOR DE LIS
FLOR DE LIS
Este é um exemplo de um símbolo de Maria. A brancura e a beleza do lírio é um símbolo da pureza de Maria Imaculada.

O lírio é muitas vezes usado para decorar santuários, capelas ou grutas dedicadas a Maria.

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